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Perfil do Catequista - Parte II

Por Welder Cabral, Professor do Curso de Formação Básica para Catequistas (CFBC) da Diocese de Campo Limpo, São Paulo-SP

Para além da competência na formação doutrinal pessoal há outro elemento que não pode ser excluído da vocação do catequista. De caráter fundamental para que a formação doutrinal tenha significado salvífico é a Vida de Oração. Eis sua maior especialidade, o convívio com Deus. O catequista não é simples professor que ensina conteúdos, é amigo de Deus (Jo 15, 13-15), pois conhece intimamente seus mistérios.
Conhece a pessoa de Jesus Cristo e não simplesmente de ouvir falar, mas de ver (Jó 42,5; 1Jo, 1-3) assim como Moisés que tratava com Deus face a face (Dt 34, 10). A amizade é essencial, por ela podemos nos aproximar de Deus, por meio do encontro com Jesus que temos acesso a vida íntima divina. Essa é a noção bíblica de conhecimento, a intimidade (Gn 4,1. 25; Lc 1,34). Essa amizade conduz a verdadeira felicidade, por saber que é amigo de Jesus não se incomoda de conduzir outros a mesma amizade. São João Batista deve ser esse modelo, pois não retém para si seus discípulos, mas os guia até Jesus. É ele que salva, Ele é o esposo (Jo 3,28-30).
"O catequista coloca-se na escola do Mestre e faz com ele uma experiência de vida e de fé. alimenta-se das inspirações do Espírito Santo para transmitir a mensagem com coragem, entusiasmo e ardor. 
"Esta é a vida eterna: que conheçam a ti, o Deus único e verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que enviastes" (Jo 17,3) Nutre-se da Palavra, da vida de oração, da Eucaristia e da devoção mariana. Falará mais pelo exemplo do que pelas palavras que profere (Cf CR 146). A verdadeira formação alimenta a espiritualidade do próprio catequista, de maneira que sua ação nasça do testemunho de sua própria vida" (DNC 264).
Sem a Vida de Oração a vocação do catequista torna-se estéril. Tudo o que faz não frutifica, pois confia apenas em si, no final torna-se um ídolo de si mesmo, e por não ser reconhecido, a amargura invade seu ser até o ponto de abandonar a vocação, ou ainda pior, conduzir a perdição as pessoas que lhe foram confiadas. 


Referências:
Bíblia
DNC (Diretório Nacional de Catequese)


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